No vibrante continente de Aden, o nome de Veinur era um trovão. Um guerreiro humano de coragem inquestionável e ambição sem limites, ele escalou as fileiras do poder com velocidade vertiginosa. Suas vitórias eram esmagadoras, e seus discursos, inflamados pelo fogo do supremacismo humano, ressoavam na alma de muitos.
Para Veinur, a humanidade era a raça superior, destinada a comandar cada palmo de Aden. Com uma mente estratégica afiada e uma ferocidade que rivalizava com dragões, transformou seu exército em uma força temida, multiplicando suas fileiras com a promessa de domínio total.
Região após região caía sob sua égide, e a matança de qualquer um que se opusesse ao seu ideal era impiedosa. Não demorou para que o guerreiro destemido se tornasse o lorde temido — e, em uma exibição de poder absoluto, ele se autoproclamou Imperador de todo o continente Aden.
Mas a tirania de Veinur era um peso que Aden não suportaria. Elfos, Anões, as misteriosas criaturas mágicas conhecidas como Heteromorfos, e até mesmo humanos que rejeitavam o ódio supremacista, uniram-se em uma coalizão desesperada.
A guerra que se seguiu foi longa, sangrenta e devastadora. Cidades foram incendiadas, florestas foram pisoteadas e o sangue correu como rios. Porém, a força da aliança, alimentada pela causa da liberdade e da igualdade, provou ser superior.
Em uma batalha final, o exército do Imperador Veinur foi estraçalhado. Derrotado e despojado de seu império, o tirano fugiu com apenas seus servos mais leais. O ódio pela derrota e a frustração da perda fervilhavam em seu peito — uma pulsação escura e venenosa.
Na profundidade de seu desespero e raiva, Veinur sentiu. Um chamado. Obscuro, antigo e terrivelmente sedutor. Era a promessa de poder absoluto, um eco que parecia alimentar cada grama de ódio em seu coração.
O chamado o guiou, inevitavelmente, para uma estrutura que se erguia como uma cicatriz no horizonte: uma torre maciça e sombria, há muito tempo abandonada, que abrigava um poder que ninguém jamais fora capaz de dominar.
"Você pode ter um poder avassalador, basta dominar — se tiver ódio o suficiente para aguentar."Determinado a retomar seu destino a qualquer custo, Veinur e seus leais servos adentraram o negrume da torre. Lá, eles encontraram os ecos de um ritual proibido — a matriz de uma força elemental das sombras.
O que aconteceu em seguida foi um ato de pura vontade e escuridão. Veinur mergulhou seu ser no ritual, e seu ódio implacável serviu como o cadinho perfeito. O poder obscuro tentou consumi-lo, mas a determinação fria e a megalomania do Imperador eram um escudo potente. Ele não foi destruído — ele se fundiu com a sombra.
O Imperador Veinur emergiu transformado: uma criatura das sombras, um poderoso Feiticeiro da Penumbra, cuja carne e espírito eram agora um com a escuridão ancestral. Imbuído de sua nova e terrível força, concedeu poder aos seus seguidores, que também se tornaram bestas e feiticeiros sombrios a seu serviço.
Veinur sentia-se invencível. O verdadeiro mestre da noite. Seu poder era, de fato, avassalador.
No entanto, algo deu terrivelmente errado. A magia da torre não era um presente — era uma prisão. O poder que ele havia dominado o prendeu ao local. Uma maldição indestrutível o impedia de cruzar o limite da torre, acorrentando o novo mestre da escuridão ao seu trono sombrio.
O lugar ficou para sempre conhecido como a
Torre da DesolaçãoLá, o Imperador Veinur aguarda pacientemente — um tirano transformado em entidade sombria, observando o continente de Aden de sua prisão amaldiçoada.
Ele espera o dia, a rachadura no tempo, a oportunidade perfeita para quebrar as correntes e finalmente concretizar seu plano de dominar todo o mundo.